
Quando se sobe o vale do Ceira em direcção ao Corterredor, a estrada trepa a serra ziguezagueando ao longo da encosta da Ribeira do Corterredor e passa de florestas de pinheiros e castanheiros para terraços de terra de cultivo e oliveiras. A aldeia é uma das mais bonitas da região de Góis. As casas de xisto são muito mais altas do que é usual, algumas chegam a ter 4 andares e foram construídas uma ao lado da outra.
Outra peculiaridade da aldeia é que os buracos para encaixar os andaimes, utilizados na construção, ficaram sem enchimento, deixando assim buracos regulares de cerca 10 x 10 cm nas frentes dos edifícios. Um dos mais rústicos e pequenos lavadouros de todas as aldeias encontra-se no Corterredor e contrasta com o moderno lavadouro de cimento pintado de branco que se situa no cimo da povoação. Íngremes e apertadas ruas sobem íngreme até à pequena igreja, dedicada à Nossa Senhora da Conceição.
A torre desta foi construída estendendo-se por cima dos sinos para assim dar espaço ao relógio. Um pouco acima da ponte de um arco, na outra parte da ribeira, encontra-se o lagar, apto para trabalhar mas que já não é utilizado. A rua principal continua atravessando a aldeia e tornando-se numa estrada florestal que leva até a aldeia das Mestras. A velha estrada de carros de bois no oeste do Corterredor sobreviveu e as ranhuras provocadas pelas rodas de ferro ainda estão visíveis e seguem o vale do rio para fora, passando por várias quintas abandonadas.
De acordo com uma fonte, o Corterredor foi o lugar de nascimento do Barão de Louredo (embora que uma outra fonte cite a Sandinha). Nascido com o nome de Manuel Lourenço Baeta Neves em 1814, tornou-se Barão pelo Rei D.Luis I em 1869, e foi responsável para muitas boas obras na freguesia de Cadafaz, incluindo a construção de pontes no Corterredor e na Cabreira. |