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Mestras  

 


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Após a passagem pela capela, dedicada ao Santiago, no alto do monte, descendo pela estrada íngreme e curvosa, chega-se à aldeia das Mestras. Ruas calcetadas passam pela aldeia e a ribeira das Mestras corre à volta desta. A povoação é constituída por velhas casas de xisto, algumas restauradas, e outras habitações tradicionais. No centro situa-se a capela em honra da Santa Padroeira Sr.ª da Boa Morte. A antiga estrada em terra batida segue até ao Corterredor. Dantes os alunos das Mestras deslocavam-se a pé até ao Corterredor para ali frequentarem a escola.

O lavadouro é constituído por um único tanque de 4 grandes pedras rectangulares e uma outra por cima, todas elas provenientes de Vila Nova de Poiares e transportadas por carros de bois. Existem duas levadas construídas em xisto que serviam para a irrigação das terras, uma delas segue o vale abaixo até ao Corterredor. O antigo Curral das Mulas foi transformado numa casa de habitação que ficou com o mesmo nome. Terraços de terra, outrora cultivados, rodeiam a povoação e a nascente continua a deitar a sua pura água como nos velhos tempos, nos quais até pessoas do Corterredor vinham para encher recipientes dela. Os habitantes viviam da agricultura e do gado.

Consoante uma velha história trabalhavam na aldeia duas "costureiras mestras" e é provavelmente daí que o nome da povoação deriva.

A Comissão dos Amigos das Mestras fez muitos melhoramentos durante os últimos três anos, por exemplo: A construção de uma churrasqueira com parque de merendas e chafariz, casa de convívio, instalaram perto da aldeia um depósito de água para 30 mil litros para garantir que se possa sempre desfrutar da nova praia fluvial em frente da casa do convívio, e outras obras estão em progresso.

 
 
 
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  Updated 31 March, 2008