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A aldeia do Soito (Colmeal-Góis), situa-se a uma altitude de 423 metros, a cerca de 500 metros do rio ceira, na estrada entre Góis e Fajão.
O Soito é uma das aldeias mais antigas da freguesia do Colmeal, constando que, à data da criação desta, em 1560, já teria já 6 fogos habitados.
O seu padroeiro é o São Pedro, cuja capela, segunda a tradição oral, terá aproximadamente 600 anos. A imagem deste Santo ali existente, será ainda mais antiga do que a própria capela, e antes da construção desta era guardada nas arcas do milho dos habitantes da aldeia.
Na primeira metade do século XX, o Soito chegou a ter mais de duas centenas de habitantes, sendo então a terceira aldeia da freguesia, logo a seguir ao Colmeal e ao Carvalhal. Neste período teve duas tabernas, um alfaiate com loja de fazendas, um carpinteiro, um ferrador e vários pedreiros na arte de construção em pedra.
A actividade predominante foi desde sempre a agricultura, a silvicultura e a pecuária, sendo ainda muitos os vestígios destas actividades, infelizmente quase desaparecidas, tais como as levadas, vários moinhos a água para moer cereais, bem como um lagar de azeite.
Com uma localização privilegiada, que lhe dá o aspecto de presépio, estendido ao longo da encosta, o Soito dispõe no seu interior de vários recantos que interessa visitar e apreciar, destacando-se aqui a antiga “Eira” à entrada da aldeia, em fase de recuperação para utilização como espaço de lazer, o largo da capela, onde se situa a capela de São Pedro recentemente recuperada e a casa de convívio e o espaço museológico, a zona do curtinhal, onde se situa um antigo moinho a água integrado no património museológico da aldeia, o tanque da aldeia, adaptado a piscina e a fonte velha.
A partir da aldeia existem vários percursos pedestres na direcção do rio, das ribeiras e da serra, permitindo um importante contacto com a natureza.
Para além dos citados espaços no seu interior, o Soito é hoje uma aldeia em franca recuperação, com especial destaque para as casas em xisto, apresentando-se, cada vez mais como uma aldeia modelo do Concelho de Góis, tanto ao nível da preservação do património arquitectónico e cultural, como na sã convivência entre portugueses e cidadãos provenientes de vários outros países que ali tem adquirido casas para férias e/ou para habitação permanente num futuro breve.
A associação local, denominada “Comissão de Melhoramentos do Soito”, fundada em 1954 e reactivada há cerca de 9 anos, assume um papel fundamental nestas transformações, sendo por isso o motor do desenvolvimento da aldeia.
Aquela associação, para além da construção, recuperação ou manutenção dos espaços colectivos acima referidos, desenvolve outras actividades em prol do embelezamento e defesa contra incêndios, de que se destacam o plantio e manutenção de plantas e árvores, a limpeza anual de um perímetro de segurança à volta da aldeia e a instalação de um sistema de autodefesa através da disponibilização, em toda a aldeia, de água canalizada em alta pressão, com várias saídas, que também é utilizada para rega de jardins e quintais, de forma gratuita.
Em termos de actividades envolvendo as pessoas da aldeia e preservando as tradições, são de salientar, a realização da Festa anual da aldeia, em honra de São Pedro e o magusto, que tem lugar, respectivamente, dia 29 de Junho (dia deste Santo) e no dia 1 de Novembro, caso estes dias coincidam com o Sábado ou, caso isso não aconteça, no Sábado seguinte. |
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