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Fonte do Soito  

 

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A fonte que deu o nome à aldeia não se vê da estrada e está um pouco mais a baixo contra o rio Ceira. Hoje a aldeia é contínua com a de Caracol e Várzea Grande e as casas seguem a estrada principal que vai de Góis para Vila Nova de Poiares e se encontra a pouca distância do rio Ceira. No centro da aldeia junto do cruzamento para a Várzea Grande há uma área relvada onde crescem várias árvores – no passado isto era um cemitério.
Na borda da estrada existe um grande edifício bonito com grandes portões de madeira que outrora era um armazém de vinho. O edifício era a casa do comércio da aldeia. O vinho vinha da região do Dão e depois era distribuído por carros de bois para todo o concelho de Góis até Alvares. O pé do vinho que se juntava ao fundo dos enormes tanques era vendido para as tabernas locais a um preço mais barato.

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Como as aberturas dos tanques eram muito estreitas e pequenas, era a tarefa dos rapazes limpar os tanques e quando emergiam novamente do buraco escuro estavam meio bêbados apenas do cheiro. O Armazém de vinho era também um local social onde as pessoas se juntavam às tardes, petiscavam e bebiam vinho, conversavam e jogavam as cartas e de vez em quando na altura que deixavam o local já não iam ‘sozinhos’. Os habitantes quando iam ao armazém de vinho diziam: “Vamos às termas!” O presente morador da casa do antigo armazém de vinho mostrou-nos amavelmente as instalações. Ele é realmente um especialista em fazer licores, utilizando ananás, tangerinas, morangueiros, cerejas e peras entre outras frutas e deu-nos generosamente a provar alguns. Mostrou-nos uma garrafa que agora tem 30 anos e contem uma bebida que ele fez quando era rapaz: de dentro encontra-se uma pêra enorme que cresceu para dentro da garrafa e está envolvida em licor.
Por detrás de um portão de ferro ao lado da estrada encontra-se um grande edifício que muitos anos atrás era uma fábrica de cobertores e mais abaixo um lagar que pertencia ao mesmo dono. O proprietário destes edifícios ainda hoje é recordado nas redondezas apesar de já ter falecido há mais ou menos 100 anos. A razão é que ele teve à volta de 62 filho! Ao que parece tratava de todos os seus filhos e assegurou-se que todas as suas mães tinham uma casa para viver. Presumivelmente o negócio era bastante lucrativo.

 
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Gois    
  Updated 4 November, 2008