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Aigra Nova |
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O Civado já não tem nenhuma placa a anunciar a aldeia porque é agora conhecido como parte de Bordeiro. No entanto, a povoação ainda mantém o seu carácter próprio e tem a sua própria história única. A comunidade de agricultura do Civado aproveita as terras férteis e a oferta de água de rega, fornecida pelos poços acessíveis. As casas estão alinhadas ao longo da estrada que passa pela aldeia. Uma aglomeração de casas no inicio da estrada era no passado considerada uma povoação separada, chamada “Maceiras Muitas” que agora juntou-se ao Civado.
No passado, as pessoas trabalhavam no cultivo das suas terras e nos campos encontravam-se muitos poços com engenhos que eram puxados por bois ou burros para possibilitar a irrigação. Quando chegava a altura de escapelar o milho, juntava-se toda a comunidade e havia uma brincadeira que se fazia, se alguém encontrasse uma espiga escura, nesta aldeia chamada “Espiga do Rei”, este tinha dar um abraço a todas as pessoas que estavam sentadas à volta do monte das espigas. Havia muitos poemas e canções à volta desta tradição da espiga do milho – por exemplo:”Se não fosse o milho do Rei o que seria não sei!” Depois do trabalho feito, começava a parte do divertimento onde se cantava e dançava. Encontramos um homem, o Sr. Adelino Lopes Pinto, agora com 94 anos e ainda com muito sentido de humor, que no passado costumava ir de um lugar para o outro com a sua guitarra, algumas vezes acompanhado, para tocar e cantar nos bailes e nas festas tradicionais na área. |
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| Updated 16 May, 2008 | ||||||||||