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No alto, na encosta dum pequeno vale, perto do centro da região de Góis, encontramos uma rocha saliente de dura pedra cinzenta, sobre qual misteriosos sinais e símbolos foram inscritos. Estes intrigaram historiadores desde a sua descoberta.
Olhando para oeste, para o pôr-do-sol, no Verão, podemos imaginar que isto, há 4000 anos, teria sido, talvez, um bom lugar para descansar ou acampar. Possivelmente os antepassados desta região se reuniam neste local – talvez para celebrar o pôr-do-sol, contar histórias e para deixar os seus sinais, duradouros, gravados na pedra. Actualmente, se tiver bastante sorte, de estar na Pedra Letreira ao pôr-do-sol, vai poder observar as imagens ganharem “vida” quando as sombras se introduzem por dentro das fundas ranhuras esculpidas na pedra. Os petroglífos da Pedra Letreira foram, talvez, gravados, pelos habitantes da região de Góis do inicio da Idade de Bronze. Embora investigações mais recentes sugerem que se possa de facto tratar de antigos símbolos em relação com a religião do antigo culto europeu da deusa.
Com referência ao livro ‘The Language of the Goddess´ de Marija Gimbutas (Thames and Hudson 1989) as marcas demonstram distintas similaridades com, por exemplo, ‘o cometa’ e ‘a rede’, motivos que ela descreve e ilustra, ambos relacionados com o aspecto sagrado da ‘água da vida’. Mais investigações vão ser precisas para trazer um pouco de luz para este mistério das gravuras.

Os habitantes da área dizem que existem muito mais “pedras com esta antiga arte”. Tendo estas sido recolhidas para a construção de casas, cujas paredes dos edifícios locais incorporam “imagens antigas”. É provável que a Pedra Letreira tenha sobrevivido devido à distância a que se encontra das habitações, e, possivelmente, pelo “folklore” (tradições populares) atribuído a este lugar.
Exemplo:
Um velho poema da região diz:
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Há dados, rigorosamente científicos que provam a existência, na região (montanhas e planície) de Góis de ouro, prata, volfrâmio, antimónio, ferro e outros minérios. É provável, que estes materiais tenham sido comercializados desde tempos pré-históricos. Seria que a vinda de vários povos, através dos tempos, à esta região, atraídos pelo “comércio” (matéria prima) desses minérios, não seriam transportadores de várias doenças contagiosas? O poema acima referido fala da “terceira arca que mata”. Outro exemplo passado no século XVI “dá os Portugueses” e outros povos como tendo sido eles a introduzir no Brasil (vários vírus), isto é, várias doenças. . .

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Se viaja de Góis, toma a estrada N2 em direcção à Pampilhosa da Serra, e segue esta por mais ou menos 18 km. Vai chegar a um cruzamento principal – a estrada à sua frente é a N112. E a estrada para a direita é a N2 (assinalada com Alvares e Pedrógão Grande). Corta à direita para a estrada N2, depois imediatamente, outra vez à direita, para um carreiro de terra batida. (Aconselhamos rigorosamente estacionar o seu carro neste ponto – Primeiro, o carreiro não está bem conservado, segundo, vai ficar com uma percepção melhor do sítio andando a pé cerca de 600m; chega finalmente junto do petroglífo, isto é a Pedra Letreira.
Nota: Se visitar os petroglífos, por favor, tome em atenção de não os danificar. Tome em consideração que estes são “vestígios arqueológicos”, dum passado muito longínquo da região de Góis.
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